Revista RosaShock

A Região das Lagoas

 

O paraíso das águas

 

 

Com pouco mais de 50 mil habitantes e muita beleza natural, os municípios de

Imbituba e Garopaba formam o principal pólo turístico do sul de Santa Catarina.

 

Ocupando estreita faixa de terra aconchegada entre as encostas da Serra do Mar, um colar de lagoas e o oceano desenhado de baías, os municípios de Imbituba e Garopaba delimitam um destino turístico diferenciado, com variadas opções de lazer e excelente estrutura hoteleira e gastronômica. Suas características naturais, ondas perfeitas e ventos constantes criam um dos principais “spots” do país para a prática de surf, windsurf e kitesurf, palco de importantes campeonatos destas modalidades. As baleias representam outro importante atrativo turístico da região, quando – entre julho e novembro - procuram suas calmas baías para procriar e amamentar seus filhotes. Com 16 belas praias e exuberante beleza natural, Imbituba (Capital Nacional da Baleia Franca) e Garopaba (Capital Nacional do Surf) reservam emoções inesquecíveis àqueles que as visitam.


Imbituba

 

Colonizada por imigrantes açorianos no Século XVIII, Imbituba tem cerca de 40 mil habitantes e atividade econômica centrada no vaivém do seu porto, no comércio e no turismo. Distante 90 km de Florianópolis, a cidade oferece boa infra-estrutura, nove praias de beleza impar e excelentes condições para a prática de esportes de ação como surf, windsurf e kitesurf. Com invejável rede hoteleira e gastronômica, a Praia do Rosa é o principal referencial turístico do município, responsável pelo acentuado crescimento da atividade na região. Seus principais eventos são a Festa do Camarão (Fevereiro), a Semana Nacional da Baleia Franca (Setembro) e o Mundial de Wind e Kitesurf (outubro).


Capital das baleias

Última armação baleeira a pendurar o arpão no Brasil, em 1973, por ironia hoje Imbituba se orgulha do título de “Capital Nacional da Baleia Franca”, resultado da preferência que estes pacíficos cetáceos de até 60 toneladas revelam por suas baías protegidas, onde procriam e amamentam seus filhotes entre julho e novembro.  Centro da Área de Preservação Ambiental destinada a proteger esta espécie ainda ameaçada da extinção, o município abriga duas ONGs - Projeto e Instituto Baleia Franca - especializadas na proteção destes animais, e investe no turismo de observação de baleias como forma de romper a sazonalidade turística.

 

 

 

Berço do surf no Sul

O surf do Sul nasceu em Imbituba. Desde a Década de 70 a Praia da Vila atrai os praticantes do esporte, e não tem surfista que não sonhe em botar prá baixo numa morranca da Vila. A conformação geográfica desta praia, sob a proteção da Ilha Santana de Dentro, lhe permitem aceitar ondulações de até 10 pés havaianos, o que em bom português significa mais de três metros de altura. Uma característica que atraiu os pioneiros do surf gaúcho – Fernando Sefton, Jorge Johannpeter, Fernando Fumaça e Cézar Bocão, entre outros. A eles juntaram-se cariocas como Bento Catão, Roberto Perdigão e Abacaxi, e em seguida os primeiros surfistas locais – Mezo, Nabor, Natanael, Gariba e todos que começaram a escrever a história do esporte em Imbituba. Hoje a Praia da Vila é um templo do surf, onde anualmente se realiza a única etapa brasileira do Campeonato Mundial de Surf – WCT.


A importância do porto

O Porto de Imbituba ganhou impulso nos últimos anos, passando por reformas estruturais importantes que hoje o colocam entre os mais bem equipados do país. Sua bacia de evolução e canal de acesso são igualmente profundos, permitindo o acesso de navios de grande porte a qualquer hora do dia e da noite. Movimenta granéis sólidos e líquidos, congelados, contêineres e carga geral, sendo o maior empregador do município. Graças à sua revitalização, Imbituba é hoje um dos municípios que mais cresce em Santa Catarina, com sinais visíveis de progresso espalhando-se por suas ruas e estradas.

 

 

Garopaba

Pesca, surf, muito agito no verão e sossego no inverno - asssim é a rotina da Capital do Surf no Sul

 

 

Vista do alto, parece uma pequena vila do Mediterrâneo, barcos de pesca a balançar num mar de vidro, telhados coloniais e uma igrejinha pontuda encravada no morro. Mais de perto, Garopaba se revela uma cidade camaleoa, bucólica e açoriana no inverno, efervescente de sotaques nos meses quentes de verão. O município com menos de 20 mil habitantes recebe então três vezes mais gente – gaúchos e argentinos em sua maioria – que se espalham por suas nove belas praias, congestionam ruas e lotam hotéis, restaurantes e lojas. As praias são lindas, cada qual com suas características específicas, da longínqua Gamboa à exclusiva Praia Vermelha, passando pelo Siriú, Praia do Centro, Vigia, Silveira, Ferrugem, Barra e Ouvidor. O que não falta é água limpa, areia branca e natureza em permanente sinfonia.

 

Atração antiga

Garopaba surgiu por volta de 1666, quando imigrantes açorianos instalaram uma povoação pesqueira no sitio chamado pelos indígenas como I-gara-mpaba – enseada de barcos. Em 1793, o surgimento da armação de São Joaquim de Garopaba inaugurou tempos de fartura, pois baleia não faltava e seu óleo valia ouro, utilizado como combustível de iluminação e liga de argamassa. No Século XX, o advento da eletricidade e o virtual extermínio das baleias francas inviabilizaram a atividade da armação, jogando a cidade no limbo do tempo. Durante várias décadas, permaneceu isolada do mundo exterior, até que nos Anos 70 passou a ser invadida por uma gente esquisita e cabeluda, a plantar barracas coloridas nos morros, fumar uma ervinha cheirosa e correr ondas em pequenas canoas cobertas de sebo. Daí prá frente cada vez mais gente foi descobrindo suas belezas e hoje o turismo substituiu a pesca como principal atividade da cidade, o chimarrão dividiu espaço com o “aparadinho” e o sotaque “catarucho” tomou conta do lugar.


 

 

 

Capital do Surf

Garopaba detém com justiça o título de “Capital Brasileira do Surf”, tanto pela qualidade de suas ondas como por ser a sede da Mormaii – confecção de moda surf e maior fabricante de roupas isotérmicas do país. Verdadeira “surf city”, tem boa parte do seu comércio direcionada para este segmento de público jovem, que dá um colorido todo especial ao lugar. Esfuziante e movimentada no verão, no inverno Garopaba reincorpora o astral bucólico de uma vila de pescadores, canoas cercam tainhas sob os gritos das gaivotas, baleias francas amamentam filhotes e raros turistas desfrutam dos prazeres simples proporcionados pela natureza em estado bruto.