Revista RosaShock

A Praia do Rosa

 

 

Um lugar especial!!

 

Única integrante brasileira do Clube das 30 Baías Mais Belas do Mundo,a Praia do Rosa mistura gente bonita, lugares charmosos e uma beleza agreste que fascina. " O Rosa" (como a praia é mais conhecida) não é um lugar comum. Tem charme internacional, mas dispensa meia fina e salto alto. De maio a novembro é low profile, paraíso de quem busca sossego, surf de raiz e baleias francas, mas no verão se transforma num dos picos mais badalados do Sul. Do dotô abufalhado ao rasta zuzubem, do raveiro pittbull ao gringo udistóqui, passando por surfistas encardidos, famílias em escadinha e namorados de mãozinha, todos saboreiam o suave equilíbrio entre beleza natural e modernidade que caracteriza este lugar tão especial.

 

Mulherada a dar com o pau

 

 

 

Galeguinhas gaúchas, curitibocas leite quente, gringas de todos os sotaques ... O Rosa tem um dos melhores cardápios de mulher bonita do litoral brasileiro. (Dizem que também rolam altos tríceps e barrigas tanquinho, mas isto não sabemos informar). O certo é que o material exposto ao sol é campeão, e mocréia muxibenta na área é raridade. De resto cada qual faz sua agenda: Tem gente que se amarra numa pernadinha matinal, sestinha na rede e altos churras, outros só pensam em quebrar a vala e encher a caveira na balada. Tem ainda quem sonhe com o Príncipe Encantado ou queira se entregar às loucuras de um amor bandido. Seja qual for seu barato, no Rosa está montado o cenário para o seu concerto de verão. Não vá desafinar!

 

 

 

 

 

Histórias de pescador e bixogrilo

 

Até o começo dos Anos 70, a então Praia do Porto Novo era habitada por esparsas famílias de pescadores e plantadores de mandioca. Sem estrada ou luz elétrica, a vida escorria lenta entre farinhadas de engenho, lamentos de carros-de-boi e telhados enegrecidos de fumaça e tempo. Então de Porto Alegre veio chegando uma gente esquisita, com barquinhos coloridos na capota dos carros e a estranha mania de correr onda, fumar uma ervinha cheirosa e rir de qualquer besteira. Os nativos eram da paz, as terras baratas, e muitos foram ficando no pedaço, criando filhos e algum juízo, fazendo de suas casas os primeiros comércios do lugar. De lá para cá o Rosa virou outdoor, ilustrou capa de revista e se consagrou como destino turístico. Hoje surpreende com suas mais de 100 pousadas, do cafôfo de magrão ao mais exclusivo resort, e uma rede gastronômica de fazer inveja a muita cidade grande.

 

 


 

Pico de surfista

 

O Rosa sempre foi pico de surf. As altas ondas que rolam com qualquer vento fazem com que o bermudão e o boné dêem o tom do lugar. O resultado é uma cráudi nojenta a disputar remada no mar e muita gata gostosa tostando na areia, para deleite de quem nem sabe o que é cutibequi, mas não despreza um backside bem torneado. No Rosa quebra até oito pés, direitas e esquerdas meio gordotas, geralmente abrindo legal, mas no verão a flateira é regra geral, e merreca só atrai haole atolado. E o que não falta é gringo kamikaze, aluno de escolinha e barrão sefazol rabeando a raça, transformando cada sessão de surf em briga de foice. Qualquer vacilo pode render uma buça na bôrdi ou um convite prá trocar porrada. E vê se te liga: não deixa bagulho de barbada na caranga, principalmente no Rosa Norte, que a rataria tá no bico e não livra.

 

 

 

 

Mapa da Praia

 

 

É o vento que determina onde vai ser a praia. Se estiver soprando Sul pode apostar no Canto Sul, onde ficam os bares Casarão, Radical e a Saladeria Rosa Sul, além da novidade do ano: o  bistrô natureba "Na Pureza". Por ser o ponto de encontro da estrada com o mar, é também onde rola a muvuca mais “popular” da beira da praia. Música alta, vendedor de bugiganga, mesa colorida na areia e cerveja de garrafa grande. Quem não curte esses tipo de agito pode se refugiar no cantinho das pedras ou então, seguindo a estrada, na discreta Praia do Portinho, onde têm pouca gente, barracos de pesca e mar sempre calmo. Dali fica fácil encarar uma pernada até a Ponta do Uda ou as praias do Luz e da Ibiraquera.

 

 

 

 

 

A Lagoa do Meio, é claro, fica no meio da praia. A barrinha é rasa e as águas calmas transformam o pico na melhor opção para quem busca sossego ou tem criança para domesticar. Logo ao lado, o deck da Fazenda é a melhor opção para quem quer bater um rango sarado ou bebericar um drink acariciando os olhos no vaivém da mulherada. Os restobares Belezinha, Coral, San Diego, Primo e Rosa Grill oferecem todo tipo de opções gastronômicas e etílicas, e reunem a galera mais sofisticada da praia.

 

 

 

 

 

Caminhando rumo norte, chega-se à Beverly Hills, onde desemboca o estacionamento do Rosa Norte. É o lugar preferido por quem nunca pensou em carregar tralha ou afundar tamanquinho na areia. Barracas vendem lanches e biritas, e nos dias de pico o metro de areia é disputado quase na porrada. Marombeiros jogam frescobol, dondas desfilam silicones e todos lavam a ressaca na água do mar.
Finalmente, no extremo-norte da baía se agrupam os low-profile, os locais da praia e a esquadrilha da fumaça, gente arisca que odeia quando o vento Nordeste traz os colorados prá craudiar seu reduto. Também é ali que começa a trilha panorâmica que contorna o costão e leva até a paradisíaca Praia Vermelha.